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domingo, 8 de fevereiro de 2015

A força do otimismo e das emoções positivas no enfrentamento das doenças


Não é nenhuma novidade que o tempo, na sua inexorável linha reta, faz aumentar a frequência de males como artrite/artrose, hipertensão arterial, doenças cardio e cerebrovasculares, catarata, osteoporose, transtornos posturais e dos discos intervertebrais, diabetes, doenças vestibulares e auditivas e principalmente o câncer. Isso é um fato, e por isso não questionamos essas evidências.
É verdadeiro que adoeceremos mais com o envelhecer, que algumas doenças serão incuráveis, mas é tão verdade também que grande parte das enfermidades que surgem ou se agravam com a velhice podem ser controladas com significativo sucesso, sem comprometer a qualidade de vida. Muito menos ofuscar um brilho próprio e único que só pertence aos que sabiamente envelhecem. Mas como envelhecer com essa sabedoria? Que recursos de enfrentamento e que conexões devem ser utilizadas?
O escritor judeu Morrie Schwartz, autor do livro Lições Sobre Amar e Viver, que travou por muitos anos uma batalha contra o câncer, afirmava que poderia ser que ele não conseguisse mudar o prognóstico médico da sua doença ou qualquer outra situação adversa da vida. Mas teria como controlar as emoções destrutivas que poderiam prejudicar a sua saúde física e mental. Para ele, a aceitação leva a uma resposta emocionalmente saudável ao enfrentamento das limitações decorrentes dessas doenças.
Emoções positivas como a esperança e o otimismo podem contribuir para um enfrentamento adequado e ajustado ao momento existencial de quem vivencia o seu envelhecimento.
A conexão com essas emoções, como a de adotar uma visão positiva sobre as questões que envolvem o envelhecimento, ou mesmo o pensamento positivo como postura de vida frente às vicissitudes da velhice, é uma dessas sábias decisões.
Um estudo muito interessante realizado há algum tempo analisou dados de uma pesquisa nacional de idosos, nesse caso de norte-americanos. Verificou-se que aqueles idosos que obtinham significado para a vida a partir de crenças e práticas religiosas tinham níveis significativamente maiores de satisfação com a vida, uma autoestima e um otimismo também maiores.
O envolvimento religioso ou espiritual, independentemente do credo, seja ele evangélico, católico, budista, espírita, entre outros, desde que não gere conflitos éticos e morais a quem o professa, é capaz de estimular o cultivo dessas emoções positivas, fazendo, muitas vezes, com que a vida continue a valer a pena.
O Espiritismo vem trazer luz ao binômio saúde-doença e esclarecer que na maioria das vezes as enfermidades, em geral, e as doenças do envelhecimento, em especial, surgem naturalmente no corpo físico e são parte do processo da vida no mundo material. Como afirmava Chico Xavier, elas não são nada além de lições que ainda não aprendemos e que se repetem para que possamos acertar onde antes erramos e então nos libertar de toda a dor que a escolha errada provocou em nós.
Se a forma que escolhermos para compreender as enfermidades humanas se assemelhar muito a essa visão espiritual, a doença realizaria um papel estimulador no processo evolutivo do ser humano. Ela ainda teria uma função disciplinadora e reguladora para o reequilíbrio do indivíduo, quando esse tiver sido rompido.
Você que vivencia a velhice ou que já a vislumbra de perto, independentemente da idade, das limitações físicas que muitas vezes as enfermidades impõem: é possível cultivarmos comportamentos otimistas e olhares positivos em relação à vida que vivemos.
Afinal de contas, o bem-estar individual não é caracterizado pela felicidade constante, mas, sim, pela atitude positiva permanente.
(*)Carlos Durgante é médico geriatra, membro da Associação Médico-Espírita do Rio Grande do Sul e falará sobre o tema na 9a edição do Mednesp – Congresso Nacional Médico-Espírita do Brasil (Os desafios do paradigma médico-espírita no ensino, na pesquisa e na prática clínica), de 29 de maio a 1 de junho, em Maceió (AL). Saibam mais no Link Agenda Eventos do Portal.

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