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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Terapia do Conê Chinês ou Canudo de Ouvido - Tratamento de ouvido, nariz e garganta - Atendemos São José SC, Florianópolis (Floripa), Palhoça, Biguaçu




Conheça a técnica da Dermatovacum reflexologia :

Esse nome bem complicado significa sucção (vácuo) de resíduos energéticos pela pele (dermatos), através de pontos de reflexo (reflexologia). Essa terapia trata os bloqueios energéticos exatamente nos pontos onde se formaram, e procurando relacioná-los com a causa que os gerou.

A cultura popular, através de seus curandeiros, bezendeiras, xamãs, feiticeiros, índios, avós, entre outros, desde a antiguidade já utiliza técnicas de cura simples e muito eficientes. É o caso do uso de Cones Encerados, também conhecidos como cones chineses ou cones de ouvido, utilizados para atenuação de inflamações, dores e bloqueios energéticos. Essas velas cônicas, afuniladas, originalmente feitas com canudos de cortiça ou casca de salgueiro enrolada, já eram utilizadas por povos indígenas, na América do Sul, tribos com muitos conhecimentos primitivos de sabedoria espiritual e curandeirismo.

Considerando seus efeitos no corpo físico, podemos afirmar que sua atuação está diretamente relacionada ao sistema linfático, uma vez que este é responsável pela eliminação das toxinas acumuladas. Serve para "desenfartar" gânglios sobrecarregados, entupimentos e edemas, através da evaporação dos líquidos do corpo, as toxinas são eliminadas.
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Princípio de funcionamento

A pele é o elemento de intercâmbio energético e químico do nosso corpo com o mundo externo. Com a sucção que se forma pelo vácuo gerado pelo movimento ascendente da fumaça são sugadas as toxinas, já evaporadas, que estavam presentes na pele. Estas substâncias irão se condensar sobre a parede interna do cone, visto que nesta parede há uma temperatura ligeiramente inferior. A principal vantagem deste método de cura primitivo, é que retira depósitos de substâncias formados pela, e na, pele.

A limpeza é feita de uma forma natural, sem nenhuma seqüela ou sacrifício. Apenas através da intensificação do intercâmbio de substâncias, que naturalmente ocorre através da pele, mas que pela ação do cone torna-se mais potencializada e direcionada.

Estes resíduos poderão ser encontrados no interior do cone. Ele poderá ser aberto e constatado o tipo de material que foi sugado. Convêm salientar que nem todo material será visível, pois durante a queima do cone parte deste material é queimado também.

A utilização do cone é recomendada em diversos tipos de dores pelo corpo, inchaço, problemas digestivos, neurológicos, ligamentos e inflamações diversas. Também é útil no tratamento de cólicas menstruais, ajuda a corrigir disfunções nos ovários e até no emagrecimento. Sua utilização nestes casos pode ser até diária, exceto no período menstrual.

Temos muita experiências com pacientes com casos de enxaquecas, dor de cabeça, garganta inflamada, tosse, rinite, sinusite, labirintite, zumbido, chiado no ouvido, gripe, resfriados, mucosa nasal, equilíbrio energético, conjuntivite, olfato... Energeticamente tem efeito na diminuição do estresse, pois estabiliza o líquido cerebral.

Os cones inicialmente são aplicados no ouvido e ao começar a queima da cera desce uma fumaça por dentro do tubo, então acontece uma pressão, que facilita a eliminação de muco e ajuda na mobilização natural do corpo como uma resposta ao estímulo recebido. Os cones são apenas uma ferramenta de mobilização de muco, mas a pessoa que recebe a aplicação sentirá todos os benefícios após o atendimento terapêutico. 

Clínica de Massagem Terapêutica, Quiropraxia e reflexologia em São José,SC

         Endereço:  Rua Arnaldo Bonchewitz, 29
                        centro - São José (SC)

PROFISSIONAIS:

Dé Schmitz - Terapêuta Holística 













Vico Lamanna - Massagista e Terapeuta Holístico











ENDEREÇO:
Rua Arnaldo Bonchewitz, 29 - Centro - São José (SC)
Perto da Moto Panther   
   

INFORMAÇÕES E AGENDAMENTO DE HORÁRIO:

(48) 3094-5746  (Fixo)
(48) 9678-7801  (TIM) --> Dé Schmitz
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(48) 8468-7452  (OI e Whatsapp)


Atendemos em nosso consultório as seguintes regiões: São Jose SC, Florianópolis (Floripa), Palhoça, Biguaçu, Santo Amaro da Imperatriz, Antonio Carlos SC, Águas Mornas SC, São Pedro de Alcantara SC, Governador Celso Ramos SC, São João Batista SC, São Bonifácio, Garopaba, Itapema, 

O que pouco sono pode fazer com você - As terríveis consequências de dormir pouco


Todo mundo já teve uma péssima noite de sono e passou o dia seguinte cansado e mal humorado.
Mas, além da fadiga e do problema de humor, há evidências científicas de que nós também nos tornamos emocionalmente distraídos quando não dormimos, o que pode dificultar a nossa capacidade de ler situações e pessoas.

Testando o emocional

Talma Hendler, da Universidade de Tel Aviv, em Israel, estava interessada em saber como a falta de sono afetava nosso emocional.

Assim, em um estudo publicado na revista Journal of Neuroscience, ela e seus colegas mantiveram 18 adultos acordados uma noite toda, medindo repetidamente sua sonolência.
Os voluntários fizeram duas rodadas de testes enquanto seus cérebros eram escaneados: uma um dia depois de uma boa noite de sono, e outra depois de ficarem acordados por 24 horas.

Resultados iniciais

No teste, os voluntários tinham que dizer a direção em que pontos amarelos se moviam em uma tela. Em cada caso, os pontos foram colocados sobre uma imagem potencialmente distraidora. Ela poderia ser positivamente emocional (de um gatinho ou um casal apaixonado, por exemplo), negativamente emocional (como um corpo mutilado ou uma cobra) ou neutra (como uma vaca ou uma colher).
Quando os voluntários estavam descansados, foram melhores e mais rápidos em dizer a direção do movimento quando a imagem de fundo era neutra. Depois de uma noite sem dormir, o seu desempenho foi igualmente ruim, fossem utilizadas imagens neutras ou emocionais.

Hum… O que estava acontecendo?

Será que uma noite sem dormir prejudica universalmente o julgamento? Hendler não sabia. Segundo a pesquisadora, também era possível que o resultado sugerisse algo mais sutil – que a falta de sono faz com que imagens neutras provoquem uma resposta emocional em nosso cérebro.
Para investigar melhor essa ligação, a equipe realizou uma outra experiência semelhante, usando dessa vez um scanner mais detalhado para medir a atividade em diferentes áreas do cérebro.

A descoberta

Dentro do scanner, os voluntários novamente viram imagens neutras e emocionais potencialmente distraidoras enquanto tentavam completar uma tarefa. E, novamente, as pessoas privadas de sono foram distraídas por todas as imagens, enquanto as descansadas só se distraíram por imagens emocionais.
Além disso, uma região do cérebro chamada amígdala, conhecida por desempenhar um papel na emoção, ativou-se somente em resposta a imagens emocionais quando os voluntários tinham tido uma boa noite de sono. Quando estavam privados de sono, reagiu a imagens neutras da mesma forma como fez com as emocionais.
A equipe também descobriu uma atividade incomum em uma parte frontal do cérebro chamada córtex cingulado anterior. Pensa-se que ela regula a amígdala e as nossas emoções.
Em pessoas bem descansadas, as duas regiões do cérebro se ativaram juntas. Mas pareciam fora de sincronia quando os voluntários estavam privados de sono, com o córtex cingulado anterior não tendendo a disparar quando a amígdala o fazia.

Não consigo dormir: sono ruim e distração emocional

Talvez esta parte do cérebro não seja tão capaz de controlar nossas respostas emocionais quando não dormimos o suficiente.
Juntas, as experiências sugerem que, quando estamos privados de sono, tendemos a ver situações normais ou cotidianas como particularmente dignas de nossa atenção. “Você perde a neutralidade. A capacidade do cérebro para dizer o que é importante é comprometida – é como se tudo fosse importante”, sugere Hendler.
Há uma maneira óbvia de se proteger contra os efeitos da perda de sono: dormindo bem. Se este é um grande problema para você, o ideal seria procurar ajuda profissional, visto que o tempo de olhos fechados é essencial para diversos aspectos da saúde, não só o emocional. 

domingo, 27 de setembro de 2015

A Doença como Linguagem da Alma - Os Sintomas como Oportunidades de Desenvolvimento - Cones Chineses, Indianos, Hindu ou Hopi



Trecho extraído do livro:

A Doença como Linguagem da Alma

OS SINTOMAS COMO OPORTUNIDADES DE DESENVOLVIMENTO
Rüdger Dahlke  -  Editora CULTRIX
Ouvido e audição
A orelha, que é a parte externa do ouvido. tem uma forma eminentemente feminina. Enquanto o olho tem acesso a um controle ativo, a lei que rege o ouvido o submete a uma maior passividade. Ele permanece aberto mesmo durante a noite, que é a metade feminina do dia, não se deixa dirigir ou controlar e, de maneira correspondente, tem menor capacidade de concentração. Naturalmente não existe, portanto, um ponto em que a audição é mais aguçada. Enquanto o olho, por princípio, pode fechar-se e está limitado a uma metade da realidade, aquela para a qual o rosto está voltado, o ouvido não pode ser desligado e por essa razão está sempre sendo informado de maneira abrangente. Ainda que se durma sobre um dos ouvidos, o outro continua desperto. Na escala de ondas eletromagnéticas, a faixa de freqüências percebida pelo ouvido ultrapassa em muito a do olho. Contrariamente às pálpebras, a ausência de mobilidade das orelhas acentua igualmente a qualidade passiva do sentido da audição, já que não se encontram no centro como os olhos mas, tipicamente, na periferia do rosto. Nós emprestamos nossos ouvidos a alguém ou damos uma ouvida no que ele tem a dizer, embora somente lancemos olhares ao nosso redor. O fato de que os animais sejam capazes de mover as orelhas e de que algumas poucas pessoas também tenham a possibilidade de executar ativamente com elas alguns movimentos rudimentares permite presumir que essa capacidade foi sendo perdida por desleixo. É somente em sentido figurado que nós ainda podemos ficar com as orelhas em pé. O ponto a que chegamos pode ser comprovado pelo fato de acharmos que orelhas móveis são cômicas, enquanto olhos imóveis nos parecem trágicos. A diferente valoração de ambos os sentidos mostra-se também no fato de nós confiarmos constantemente em nossa ótica, mas só muito raramente se é todo ouvidos, já que nós praticamente nos esquecemos de ouvir com atenção.
A cóclea, o órgão da audição propriamente dito, que está situado no interior do ouvido, é um sinal ainda mais importante que o pavilhão auricular. A imagem da espiral é um símbolo primordial que, ao contrário das linhas retas, está muito mais próxima da realidade. No âmbito do infinitamente pequeno, os físicos atômicos encontraram sua marca no local de formação de matéria nova, assim como o fizeram os astrofísicos nas gigantescas dimensões do universo, sob a forma de nebulosas em espiral, enquanto os biólogos moleculares seguiram seu rastro no material genético do DNA; já os psicoterapeutas a conhecem como aquele redemoinho com que o ciclo da vida tem inicio, na concepção, e com o qual se fecha ao final da vida, quando a alma volta a deixar o corpo. Conseqüentemente, a percepção do ouvido aproxima-se mais da realidade, sobretudo quando pensamos que tudo na criação foi constituído a partir do som. "Nada-Brahma, o mundo é som”[i]. C. G. Carus disse: "O ouvido interno pode ser considerado o órgão mais importante e significativo do desenvolvimento psíquico"” Schopenhauer e Kant referem-se à relação entre o ouvido e o tempo, que nós medimos de acordo com o curso das estrelas desde tempos imemoriais. Suas "órbitas" são na realidade espirais. Rudolf Steiner reconheceu que a vida é ritmo, e por também decorrer ritmicamente[ii], o tempo está intimamente ligado à nossa vida. Nós vemos com os olhos a superfície do mundo, os fenômenos. Com nossos ouvidos, entretanto, escutamos as profundezas, as raízes de nossa vida. Nesse sentido, os olhos "fenomenais" contrapõem-se aos ouvidos radicais (do latim radix = raiz). Isso não faz com que os ouvidos sejam fundamentalmente melhores que os olhos, somente mostra que nós os utilizamos de outra maneira, mais profunda.
A relação dos dois mais importantes órgãos dos sentidos fica evidente nos relacionamentos interpessoais. Nós vemos e ouvimos uns aos outros. Primeiro entramos em contato e por último, eventualmente, aprendemos a nos entender mutuamente. As reações à cegueira e à surdez demonstram como a audição nos toca profundamente. Devido à valoração dominante, consideramos a cegueira como sendo muito pior, mas a prática demonstra que ela é mais fácil de suportar. Com a audição, perdemos o vibrar juntamente como mundo e, assim, a sensação de ser parte dele, o que resulta em perturbações psíquicas que chegam até à depressão. A surdez acarreta a ausência de sensações. Quando a mão está surda [em alemão = dormente] não pode sentir mais nada. O ditado alemão mostra que ouvir e sentir podem substituir um ao outro: "Aquele que não quer ouvir deve sentir."

Quando nos privam da audição, vivemos em um mundo sem som. E a sensação de ser expulso, de ser um estranho no pior sentido, o que animicamente é quase insuportável. Assim como no início da criação há um som, toda criatura ouve desde o princípio o batimento do coração materno. Todas as mães sentem como esse cordão umbilical acústico é importante ao estreitar o filho inquieto contra o peito de maneira intuitiva e espontânea. É esse som tão conhecido que, em última instância, acalma a criança. Qualquer família de patos mostra o fenômeno. A mãe grasna ininterruptamente e enquanto os patinhos a escutam, tudo está em ordem. Assim que os grasnidos enfraquecem, é hora de retornar.
No ensurdecimento, ou seja, quando se começa a ter dificuldade em ouvir, a indicação é parar, dirigir a escuta para fora e esperar que as respostas venham de lá. Não é mais o caso de escutar o exterior, mas a voz interna, à qual, unicamente, se está sendo remetido pelo sintoma. O ritmo interno quer ser encontrado. De acordo com a natureza, esta é uma tarefa da idade madura, razão pela qual o sintoma também afeta preferencialmente essa faixa etária. Quem, em idade avançada, continua voltado apenas para o exterior, pode contar com que o destino o corrigirá. Mas isso pode ocorrer através do fechamento do ouvido externo. A própria voz interna, assim como a voz de Deus, pode ser ouvida independentemente dos ouvidos físicos e, em casos extremos, terminam sendo a única conexão. Isso pode ser sentido como drama ou oportunidade. Neste ponto, dever-se-ia se pensar também nos compositores Beethoven e Smetana, que apesar da surdez externa compuseram música divina e também ouviram internamente.

Causas psicossomáticas do Zumbido
(Tinnitus ou ruído nos ouvidos)

Aquilo que à primeira vista pode parecer um sintoma pequeno e inofensivo atormenta mais de seis milhões de pessoas só na Alemanha, tendo assim alcançado o grau de epidemia. Tinnitus vem do latim tinnire, que quer dizer, evidentemente, tinir. Freqüentemente ele é descrito como murmúrio, bramido, zunido, som de sinos, sussurro, sons sibilantes, batidas, assobios, tinidos e até mesmo uivos. Não todos, mas a grande maioria dos afetados sofre com o ruído interno, sentindo-se incomodados e até incapacitados.
A medicina acadêmica parte do princípio de que o ruído é a causa em mais da metade dos pacientes. Há uma relação com o excesso de stress em praticamente todos os pacientes. Em última instância, os ruídos nos ouvidos são ruídos internos levados para dentro, os afetados incomodam a si mesmos. Há muito falando em favor de que eles, perturbados pelo “ruído" externo, não se defendem e sim incorporam, internalizam a agressão.
Em vez de lidar com o stress de maneira construtiva e ir ao encontro das exigências no exterior, eles tendem a resolver tudo internamente, sozinhos. Não é de admirar que algo aconteça internamente. Os sons no interior (como todos os sintomas) devem ser entendidos como sinais que querem transmitir uma mensagem. O tipo de mensagem resulta do tipo de ruído, que geralmente contém algo de admonitório ou, pelo menos, que tenta chamar a atenção. O despertador soando quer acordar, a sirene assustar, o uivo de uma bóia, da mesma maneira que um alarma, avisa que uma tempestade se aproxima, quem bate à porta pede entrada e atenção, apitos avisam ou emitem sinais. Tais sons podem não ser agradáveis, mas são sempre significativos. O bramido de uma tormenta, o zunido de um enxame de abelhas ou o rugido de um urso não pressagiam nada de bom, naturalmente, mas são muito úteis quando alguém os escuta, leva os avisos a sério e se comporta de maneira condizente.
Os pacientes de tinnitus internalizaram a torrente de stress e agora ele soa neles a partir de dentro e avisa da proximidade mais próxima, já que sinais mais distanciados não são escutados. O ponto da história da vida em que os avisos provenientes do interior começaram mostra quando o copo recebeu a última gota. A partir de então o silêncio interno é impossível para os pacientes, que dessa maneira aprendem a conhecer sua profunda necessidade de tranqüilidade. O silêncio interno, no entanto, somente pode surgir quando o necessário for feito externamente. Nesse ponto eles se comparam à nossa sociedade moderna, que faz com que o silêncio seja cada vez mais impossível e confronta as pessoas com cada vez mais ruído (stress). Mas justamente assim ela desperta uma necessidade crescente de silêncio. A poluição sonora crescente corresponde aos ruídos no ouvido cada vez mais altos, sendo que aqui os ruídos devem ser compreendidos de forma muito mais abrangente e não somente medidos em decibéis. Ainda que os doentes de tinnitus sejam também produto de uma sociedade que praticamente não conhece mais o silêncio, eles estão sendo chamados por seu sintoma a posicionar-se frente ao ruído para assim aprender a contorná-lo. Antes de chegar a ponto de combater o ruído alopaticamente, a tarefa em mãos seria escutá-los para saber o que têm a dizer. Na maioria das vezes, trata-se da exigência de falar mais alto não só interna mas também externamente.
Por um lado, os pacientes estão bem adaptados às necessidades da sociedade, por outro eles estão muito mal adaptados às da vida com suas exigências sempre mutantes. Eles levaram para dentro o stress, que poderia vivificar e pôr para fora as energias vitais, e levantaram barricadas internas para que a vida externa continuasse funcionando bem. Com freqüência, essa situação se dá de forma simultânea com processos de arteriosclerose. O aspecto de endurecimento e falta de adaptação às vicissitudes da vida evidenciam-se acusticamente em vários ruídos auditivos: ao caráter despertador dos ruídos soma-se o tilintar, o ranger das estruturas endurecidas e solidificadas.
Enquanto os sons representam um vibrar harmônico de energia, os ruídos se caracterizam por suas vibrações desarmônicas. Entretanto, energia é liberada em cada som. Neste ponto é possível diferenciar dois grupos de afetados, o grande grupo dos molestados e o pequeno grupo de pessoas que sentem seu tinnitus como som e podem lidar com ele. Passar o paciente do primeiro para o segundo grupo já seria uma ajuda substancial, sendo o objetivo da maior parte das terapias.
A experiência mostra que uma aceitação relaxada dos ruídos transforma o barulho selvagem e tormentoso em sons aceitáveis que podem indicar o caminho. Trata-se de voltar a reconhecer e confrontar do lado de fora o stress internalizado. E pode ser que os sinos estejam anunciando uma tempestade no sentindo mais verdadeiro da palavra, e que se esteja sendo chamado à ordem com apitos, bramidos e rugidos. Em meio ao caos externo, uma tarefa substancial do afetado é não só encontrar mas também defender e manter a posição frente ao assalto de ameaças proveniente do exterior. Soma-se a isso o fato de muitos pacientes de tinnitus terem também problemas de equilíbrio. O órgão do equilíbrio encontra-se na mesma cavidade do osso temporal que o ouvido interno e está ligado ao mesmo nervo, o stato-acusticus. Em última instância, é a partir daqui que todos os músculos são dirigidos, o que nos permite fazer frente à força da gravidade. Os problemas auditivos que também se apresentam com freqüência são explicados pelo perturbador ruído de fundo interno. Eles mostram como o tema ouvir, escutar e obedecer é difícil quando se leva tudo o que está fora para dentro de si mesmo e não se tem mais espaço para o que é interno.
Agora, a tarefa primária de aprendizado não é desligar-se da maneira mais efetiva possível do transmissor de perturbações interno, tal como muitas indicações de terapia do comportamento pretendem e sim, ao contrário, escutá-lo. Quando os ruídos provocam ira, eles estão indicando as próprias agressões; caso perturbem a capacidade de concentração, indicam problemas em ater-se ao que é essencial; mas eles, sobretudo, dizem sempre que a raiz está no próprio interior. O ruído externo não tem culpa, o responsável é própria maneira de lidar com ele. Ele é internalizado e por essa razão o próprio mundo interior é descuidado e permite que o ruído transforme a ordem interna em um caos. A tarefa é obter paz do enervante exterior em voz alta para aprender a escutar para dentro. A intuição como caminho para a própria ordem e para a própria verdade voltará a ser vivificada. A experiência demonstra que, na medida em que essa separação se dá juntamente com um voltar-se para o interior, a caricatura da voz interior, o tinnitus, pára de gritar. Quando o paciente aprende a ouvir com atenção de livre e espontânea vontade, não é mais necessário que lhe gritem. O ruído perturbador pode ser transformado no famoso “homenzinho no ouvido", que pode ser muito útil como conselheiro e admoestador. Os paciente que levam a cabo essa comutação relatam como seus sons servem de instrumento indicador sutil e confiável semelhante a um despertador embutido que os impede de mergulhar novamente na inconsciência. O despertador desperta e sinaliza o que neste momento se está sendo exigido. Caso os afetados ameacem perder seu equilíbrio interno, os sons tornam-se mais altos, eles voltam a internalizar as agressões, tornam-se mais agressivos, etc.
Como voz interna desprezada e mergulhada nas sombras, o tinnitus está em ordem e, assim como o príncipe-sapo dos contos de fadas, pode ser retransformado. A variação redimida dos sons internos é aquela música interna descrita pelos místicos, a música das esferas do universo interior. Várias tradições espirituais dão grande valor à escuta de tais sons, interpretando-a como sinal de progresso no caminho.

Perguntas
1. Como lido com o stress, ou seja, com as exigências e requerimentos de meu entorno, assim como com o excesso de exigências?
2. O que aconteceu quando os sons falaram comigo pela primeira vez?
3. O que é que eu não quero mais ouvir, a quem não quero mais escutar e obedecer?
4. Como anda o equilíbrio, a firmeza, a autonomia e a capacidade de me impor? Estou pisando terreno firme?
5. O que é que os sons internos têm a me dizer? E a minha voz interna? Que papel desempenham a intuição e o insight na minha vida?

ENTENDENDO A SUA COLUNA VERTEBRAL - Clínica de Massagem Terapêutica e Quiropraxia - Atendemos São José SC, Florianópolis, Palhoça, Biguaçu e Região

Sua coluna é formada por vértebras (ossos), discos, medula (nervos), ligamentos e músculos. Uma lesão ou doença na coluna pode afetar um ou mais desses componentes.

 

A coluna vertebral

Ela apresenta normalmente um formato em “S”, composto por um conjunto de vértebras (ossos). A sua coluna apresenta as seguintes funções:
Ela apresenta normalmente um formato em “S”, composto por um conjunto de vértebras (ossos). A sua coluna apresenta as seguintes funções:
  • Proteger a medula espinhal e raízes nervosas
  • Suportar o seu corpo
  • Permitir movimento ao seu corpo (girar, inclinar, correr ou pular)
A flexibilidade ou elasticidade da sua coluna está presente desde o crânio até o osso da bacia. Esses ossos da coluna (vértebras) são interligados e protegem a medula e os nervos, que estão presentes dentro da coluna.
As vértebras são estruturas ósseas arredondadas e são conectadas entre elas através de músculos e ligamentos. 
Sua coluna é dividida em 5 regiões:
  • Cervical: localizada no pescoço, é constituída por 7 vértebras pequenas (chamadas de C1, C2, até C7). Elas mantem o peso da cabeça e permitem o movimento do pescoço. Suas vértebras cervicais juntas apresentam uma leve curvatura para trás, o que é chamado de “lordose”.
  • Torácica: localizada no meio das suas costas, são 12 vértebras maios que as cervicais (T1, T2, até T12). Mantém o peso do seu tórax e são conectadas nas costelas. O conjunto dessas vértebras torácicas faz uma pequena curva para fora, chamada de “cifose”.
  • Lombar: localizada no final das costas, é formada pelas maiores vértebras da coluna. São 5 vértebras (L1, L2, até L5).
  • Sacro: é formado por 5 vértebras fundidas, localizado entre os ossos do quadril.
  • Cóccix: são 4 vértebras fundidas no final da sua coluna.
As vértebras movimentam-se entre si, através de “juntas” (articulações) que chamamos de “facetas”.
ENTENDENDO A SUA COLUNA VERTEBRAL
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Discos

Os discos funcionam como “amortecedores” entre as vértebras e são compostos por água (70%) e proteínas, permitindo absorver o impacto e ajudar no movimento da coluna.
Na figura abaixo é possível observar o desgaste natural do disco ao longo dos anos, levando à ruptura de seu envoltório (ânulo fibroso) e extravasamento do seu núcleo (hérnia de disco).
ENTENDENDO A SUA COLUNA VERTEBRAL
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Medula espinhal e nervos

Sua coluna contem a medula espinhal no centro com nervos que carregam as mensagens do cérebro para os braços e as pernas. Esses nervos agrupados saem da medula espinhal como "raízes" através de orifícios chamados de “foramens” e chegam nos braços e pernas proporcionando o movimento e a sensação (sensibilidade, dor, temperatura).
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Ligamentos e músculos

Os ligamentos são como “cordões” que ligam as vértebras e protegem os discos, nervos e o alinhamento da coluna.
Os músculos ajudam a manter as suas costas “firmes”, diminuindo o desgaste da coluna e dos discos.
Através de exercícios para as costas e para o abdome, você pode mexer sua coluna  sem desgastá-la. Quando os músculos não estão fortalecidos, eles podem gerar dor através de espasmos (contraturas). Além disso, seus discos e coluna ficarão sobrecarregados, levando a dor.
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SAIBA MAIS SOBRE A EMPRESA:

Vico Lamanna, massagista e terapeuta profissional, experiente no tratamento de dores musculares, articulares, lombares, nervo ciático, torcicolo, pescoço, ombro, tendinite, bursite, dormência nas mãos e pés, problemas na coluna, inchaço nas pernas e diversas outras dores e desconfortos físicos

URGIA DA COLUNA

SAÚDE DA COLUNA: DOENÇAS E PROBLEMAS COMUNS NA COLUNA - Clínica de Massagem Terapêutica e Quiropraxia - Atendemos São José SC, Florianopolis, Palhoça, Biguaçu e Região




Hérnia de disco

Seu disco é formado por 2 camadas. Uma externa
 e mais rígida (anel fibroso) 
e outra interna e mais mole (núcleo pulposo). 
Quando essa camada externa rígida se rompe,
 a    camada interna mole pode sair para fora
 e comprimir a   medula espinhal ou algum nervo.
 Isso causa dor e pressão local, levando muitas 
vezes a dor irradiada para algum braço ou perna.

Escoliose

A sua coluna vertebral no plano coronal
 (olhando de frente, ou de costas) 
normalmente
 é retilínea, podendo ter pequenas variações
 de inclinações e curvas até 10 graus. 
Quando existe
 uma curva acima de 10 graus neste plano,
 dizemos que está presente uma Escoliose.
As escolioses não apresentam uma
 causa identificada em 80-90% dos
 pacientes, sendo
 chamadas de "idiopáticas". Uma minoria
 (10-20%) apresentam um fator
 causal secundário
 (escolioses congênitas, neuromusculares,
 neurofibromatose, etc.) que pode 
ser identificado.
 Quando avaliamos as escolioses 
idiopáticas (as mais freqüentes), 
essas podem ser divididas
 de acordo com o início de seu aparecimento em:
- Infantil (início antes dos 3 anos de idade)
- Juvenil (entre 3 e 10 anos de idade)
- Adolescente (entre 10 e 18 anos de idade)
- Adulto (após os 18 anos de idade)
Independente do tipo de escoliose 
apresentada e a idade de seu surgimento, é muito
 importante a avaliação periódica com 
um especialista em Coluna, para determinar se há
 necessidade do uso de coletes (órteses), avaliações
 radiográficas adicionais e, até mesmo, cirurgia.



 

Cifose

A sua coluna vertebral no plano sagital
 (olhando de perfil ou de lado) normalmente
 apresenta
 3 curvaturas:
- Lordose Cervical 
- Cifose Torácica
- Lordose Lombar
Na região da Coluna Torácica o valor normal 
de cifose pode variar de 20 a 45 graus. Nos casos
 de pacientes que apresentam grau de
 Cifose acima de 45-50 graus, faz-se o 
diagnóstico de
 Hipercifose.
A hipercifose muitas vezes é flexível e postural
 (dorso curvo postural), porém em alguns casos
 pode ser rígida e progressiva (ex.: 
Doença de Scheuermann, cifose congênita, etc).



Torcicolo e Cervicalgia

Esse é um dos sintomas mais freqüentes na
 Coluna Cervical. O aumento do sedentarismo,
postura 
ruim, uso de celulares e computadores de forma
 incorreta, tensão muscular e stress do dia-a-dia são
 os principais fatores responsáveis pelo
 surgimento do torcicolo.



Lombalgia

A Lombalgia está presente em até 80% 
da população. A dor lombar mais 
freqüente é a
 mecânico-postural e geralmente 
melhora em poucos dias. Entretanto, 
muitas condições podem
 cronificar a dor ou, eventualmente, complicar o quadro clínico.
  


Osteoporose na Coluna

Com o passar dos anos nossos
 ossos tendem a perder a mineralização
 e se tornarem mais 
susceptíveis a fraturas. O aparecimento
 da osteopenia e, principalmente, 
a osteoporose
 deve ser monitorado e adequadamente
 tratado. Normalmente essa alteração
 é mais evidente nos
 ossos da coluna (vértebras). O risco de
 fratura da coluna aumenta muito, até mesmo fratura
 espontâneas sem trauma associado.


Espondilolistese

Isso ocorre quando uma vértebra 
escorrega em relação a outra vértebra. 
Pode ser causado por
 algum traumatismo, decorrente de 
artrose e até mesmo por alguma falha
 óssea crônica com
 sobrecarga da coluna. Esse 
escorregamento determina uma 
instabilidade local entre as
 vértebras, podendo causar dor 
nas suas costas e até mesmo dor i
rradiada para os braços
 ou pernas, por compressão das raízes nervosas.


 

Degeneração do disco

É um processo natural que ocorre com
 o envelhecimento, fazendo com que o 
conteúdo de água do
 disco diminua. Perdendo água, o 
disco perde altura e pode levar a uma 
hérnia (quando o conteúdo
 mole sai de dentro da camada 
externa mais rígida). Esse problema 
pode ocorrer em qualquer
 parte da coluna, sendo mais 
comum nas transições entre a coluna
 cervical/torácica
 e coluna lombar/sacral.


Estenose do canal vertebral

Isso acontece quando o canal por 
onde passa a medula e os nervos
 na coluna torna-se estreito.
 Pode ser causado pela idade,
 artrose ou alguma lesão ou traumatismo.
Esse estreitamento pode comprimir
 os nervos e levar a dor, alteração de sensibilidade e até
 mesmo fraqueza.




SAÚDE DA COLUNA: PROBLEMAS NA CERVICAL E NO PESCOÇO - Clínica de Massagem Terapêutica, Quiropraxia e Auriculoterapia Atendemos São José SC, Florianópolis (Floripa), Palhoça, Biguaçu e região



Problemas Cervicais


COLUNA CERVICAL




A Região Cervical é formada pelas vértebras: C1, C2, C3, C4, C5. C6, C7. Estas têm grande importância para o corpo porque protegem a medula, as artérias, as glândulas, as veias, as meninges e as estruturas vitais. Também sustentam a cabeça e a mantém alinhada com a coluna, evitando assim, as degenerações.

Quando há um bloqueio dos nervos que saem por entre as vértebras, as conseqüências são:
  • Cervicalgia
  • Estenose
  • Dor de cabeça
  • Dor na nuca
  • Enxaqueca
  • Hérmia de Disco
  • Insônia
  • Labirintite
  • Zumbido
E, em alguns casos, até depressão

Assista o vídeo da Nucleusinc sobre o funcionamento da Coluna Cervical





O Massagista e terapêuta Vico Lamanna  cuida de problemas da coluna cervical e seus efeitos consequentes.







Dor na coluna cervical
SAÚDE DA COLUNA: PROBLEMAS NA CERVICAL E DORES NO PESCOÇO
Clínica de Massagem Terapêutica e Quiropraxia em São José - Centro (SC)
  











A dor na coluna cervical, também chamada de dor no pescoçocervicalgia ou até torcicolo, é muito frequente na população em geral. A maioria das pessoas acaba tendo algum sintoma semelhante em algum momento da vida.
      Em grande parte dos casos é uma condição benigna e auto-limitada, isto é, de resolução espontânea em alguns dias. Os sintomas mais comuns são dor e rigidez no pescoço, podendo ou não irradiar para a região dos ombros e braços. Muitas vezes associamos a alguma postura errada após dormir ou até mesmomudanças de temperatura como o uso de ar condicionado. Esses fatores podem ou não estar associados, entretanto muitas vezes existe algum tipo dedoença degenerativa da coluna presente. A definição de doença degenerativa é qualquer tipo de desgaste osteo-articular presente em menor ou maior grau e que frequentemente aumenta com o passar dos anos. Nem sempre conseguimos associar esse desgaste a alguma condição ou fator de risco que o paciente esteve susceptível, portanto em alguns casos fatores genéticos e até desconhecidos podem ser responsáveis.

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 A coluna cervical tem a característica de ser muito flexível em todos os eixos, isso permite uma boa mobilidade da cabeça nos movimentos de girar, inclinar para os lados, flexionar para frente e estender para trás. Cada vez que realizamos esses movimentos, as articulações da coluna devem trabalhar de forma estável e harmônica. Essas articulações ou “juntas” devem permitir amplo movimento, mas também devem auxiliar na proteção do conteúdo interno da coluna, o tecido nervoso (medula espinhal). Entre duas vértebras cervicais (ossos da coluna) existe uma estrutura mais flexível de conteúdo líquido-proteico e colágeno chamada disco intervertebral. Essa estrutura situa-se entre duas vértebras e além de auxiliar na mobilidade entre as vértebras tem a função de “amortecedor” e de “estabilizador” no conjunto de vértebras. Por ser uma estrutura menos rígida e mais móvel do que o osso, graus variáveis de desgaste (degeneração) podem ocorrer no disco com o passar dos anos. A medida que esse desgaste aumenta, o disco tende a ficar mais fino (diminuir em altura - desidratação) e até mesmo se deslocar do seu local habitual entre duas vértebras. Esse fenômeno pode ser o desencadeador da dor cervical e até mesmo da dor que irradia para o braço se houver algum tipo de compressão neurológica associada.
    Da mesma forma, as vértebras (ossos) podem sofrer o desgaste, e nesse caso temos graus variados de deneração da cartilagem (estrutura que permite aos ossos deslizarem entre si), inflamações (artrites) e alterações no formato ósseo (artrose). Todas essas alterações degenerativas do disco e do osso são irreversíveis, porém elas podem ser controladas e evitadas se adequadamente tratadas.
     As doenças da coluna cervical que mais frequentemente causam dor são: contraturas musculares (torcicolo), espondilose cervical (desgaste osteo-articular/artrose),  estenose cervical (estreitamento do canal para os nervos/raízes), hérnia de disco cervical (deslocamento do disco do seu espaço habitual), doenças reumatológicasneoplasias e traumatismos em geral.
    As contraturas musculares e torcicolos podem indicar um simples processo agudo de esforço/má postura ou até mesmo uma condição clínica mais crônica subjacente como estenose/hérnia cervical que agudizou. A dor nesses casos comummente não é profunda, e é geralmente limitada aos músculos ao redor do pescoço. Muitas vezes um lado é mais sintomático que o outro. Tensões musculares são diferenciadas de doenças degenerativas por seu curso auto-limitado (melhora espontânea). Tensões musculares geralmente resolvem, ou pelo menos melhoram drasticamente, dentro de alguns dias ou semanas.
     A medida que envelhecemos os ossos tendem a sofrer alterações em seus formatos. Na coluna essas alterações podem criar alguns “osteófitos” (os famosos “bicos de papagaio”). Esse é um processo natural em todas as pessoas e é uma tentativa da coluna estabilizar o excesso de movimento que pode ocorrer com o desgaste dos ligamentos, desgaste dos discos e diminuição da massa muscular. A presença desses osteófitos ocupa espaço e pode comprimir áreas onde estão presentes estruturas nervosas, causando dor. Além da dor, pode haver dormências, formigamentos e até fraqueza. A esse processo de formação de osteófitos e diminuição do espaço para as estruturas nervosas, damos o nome de “estenose”.
     Já na hérnia de disco, o processo também é degenerativo, porém temos duas camadas do disco que sofrem desgastes diferentes. Uma mais externa chamada “ânulo fibroso”, um tipo de “capa” ao redor do disco. E outra mais interna chamada “núcleo pulposo”, um conteúdo maior e mais flexível (como um gel). Com o desgaste do disco, começa a ocorrer fissuras no ânulo fibroso até o seu rompimento com consequente deslocamento do núcleo pulposo. Esse processo geralmente leva meses e anos para acontecer e pode gerar dor cervical desde a fase inicial de fissura do ânulo fibroso até a herniação do disco, com consequente dor no trajeto do nervo que pode estar sendo comprimido. Nesses casos o problema é chamado de cervicobraquialgia.


Normalmente a estenose cervical (diminuição do espaço) e a espondilose cervical (artrose) ocorrem em faixas etárias acima dos 45-50 anos. Já as doenças do disco são mais frequentes em pessoas entre 20 e 45 anos. É nesta fase que o disco está mais flexível (hidratado e mole). A boa notícia é que a maioria das hérnias de disco podem resolver ou diminuir espontaneamentecom o tempo. Uma minoria dos casos pode persistir, causando sintomas prolongados de dor e até problemas neurológicos. Nesses casos pode ser necessário o tratamento cirúrgico. Casos mais raros de infecção também podem estar presentes e sempre avaliados prontamente por um médico. Nesses casos podem estar associados sintomas de febre e rigidez de nuca.

    Sempre procure atendimento médico se a dor ou sintomas relacionados persiste por mais de alguns dias e procure atendimento imediato, se você tem dor no pescoço com qualquer um dos seguintes sinais de emergência: febre, sensibilidade à luz, irritabilidade, dormências, fraquezas, formigamentos, sinais de cervicobraquialgia persistente e após traumatismos da cabeça ou do pescoço.

 

 

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O que pode estar causando minha dor cervical / cervicalgia?

  • Vida Diária: Estresse e tensão emocional podem causar contraturas musculares, levando a dor e rigidez. Você pode dormir mal e acordar com um torcicolo devido a uma má postura por muitas horas. A postura no trabalho, em frente ao computador, pode gerar um torcicolo. Além disso má postura no carro e em casa no sofá podem levar a contraturas.

  • Idade: doenças degenerativas como já mencionado, tais como espondilose/artrose, estenose e hérnias de disco.

  • Lesões e Acidentes: Um movimento súbito da cabeça ou pescoço, em qualquer direção. Movimentos repetitivos. Os músculos reagem contraindo e relaxando, criando fadiga muscular que resulta em dor e rigidez. Em alguns casos, causa cervicalgia crônica.

  • Outros Transtornos: doenças reumatológicas, neoplasias, infecções, etc.
 

 

 Como devo tratar minha dor cervical / cervicalgia / torcicolo?

  • Primeiramente você deve obter um diagnóstico preciso do que está causando sua dor. Durante sua visita ao profissional da área (massagista, fisioterapeuta, ortopedista etc), o seu especialista em coluna fará perguntas e realizar alguns exames básicos. Isso é para tentar identificar a causa de sua dor e elaborar um plano de tratamento para você. Primeiro, irá perguntar sobre seus sintomas atuais e os remédios que você já fez uso. Seu especialista em coluna também vai realizar exame físico e neurológico. No exame físico, irá observar sua postura, amplitude de movimento e condição física, observando qualquer movimento que lhe causa dor. O seu especialista da saúde irá palpar sua coluna, observar a sua curvatura e alinhamento, e sinais de espasmo muscular. Também irá verificar a região dos ombros.

  • Durante o exame neurológico, o especialista em coluna irá testar seus reflexos, força muscular, outras alterações nervosas, e a irradiação da dor (por exemplo, se a dor se move para seu braço e  sua mão). Pode ser necessária a solicitação de exames complementares como: radiografia, tomografia, ressonância.

  • Geralmente as radiografias são exames de triagem iniciais e podem mostrar espaços reduzidos no nível dos discos, osteófitos e estenoses, fraturas e desgaste osteo-articular. Problemas de alinhamento da coluna também são bem visualizados. A tomografia é um exame que dá uma definição melhor das estruturas ósseas e pode ser solicitado em casos de fraturas. Finalmente a ressonância magnética pode demonstrar com bastante nitidez acometimentos do disco, dos nervos, ligamentos e músculos. Em alguns casos de investigação de distúrbios neurológicos, pode ser necessário um exame chamado eletroneuromiografia. Esses são os exames mais comuns que podem ser solicitados em dor cervical, porém existem muitos outros que são utilizados em alguns casos específicos (cintilografia, PET-Scan, discografia, etc).

  • O diagnóstico da dor cervical ou dor no pescoço nem sempre é fácil e é fundamental a correspondência dos achados clínicos com os exames apresentados. Seu especialista em coluna poderá esclarecer melhor para você na consulta.
 

Quais as opções de tratamento para a dor cervical / dor no pescoço?

  • Em primeiro lugar, saiba que a maioria dos casos de dor cervical são tratados clinicamente com medicações e medidas de correção postural.

  • Na maioria das vezes o objetivo é aliviar a pressão na coluna cervical e o espasmo muscular.

  • Colares cervicais podem ser utilizados por poucos dias para limitar o movimento e permitir conforto e melhora do processo inflamatório muscular.

  • Os medicamentos podem ser usados ​​de acordo com a indicação de seu médico. Dependendo da causa da dor, podem ser prescritos: analgésicos simples, anti-inflamatórios, relaxantes musculares, corticoides e analgésicos mais potentes.

  • Muitas vezes a massagem terapêutica é incorporada no plano de tratamento. Formas passivas como calor, ultra-som, TENS e massagem pode ajudar a aliviar a dor e a rigidez em alguns casos. Exercício de fortalecimento após a melhora da dor podem ajudar a estabilizar a coluna e evitar novas crises. A reeducação postural também é muito importante para o paciente aprender sobre sua condição e melhorar  a postura e técnicas de relaxamento e estabilização muscular.

  • Em alguns casos de dor recorrente e até mesmo dificuldade em realizar a reabilitação motora, podem ser realizadas injeções de medicações na coluna, como bloqueios foraminais, bloqueios facetários e rizotomias por radiofrequência. São procedimentos minimamente invasivos e paliativos para o controle da dor e auxílio no trabalho de reabilitação. Todos esses tratamentos sempre devem ser indicados por um médico após o correto diagnóstico do problema.

Cirurgia da Coluna Cervical, quando é necessária?

  • Raramente a dor cervical necessita ser tratada com cirurgia. Grande parte das condições dolorosas resolvem com o tratamento clínico. As indicações para uma cirurgia são: deficit neurológico progressivo, presença de mielopatia cervical (distúrbios para deambular, reflexos alterados, fraquezas, etc), dor intensa e intratável clinicamente, fraturas instáveis, tumores, entre outras.
    O tipo de procedimento cirúrgico depende da necessidade do paciente. O cirurgião considera a história médica do paciente, idade, condição física geral, ocupação e outros fatores. O seu médico especialista em coluna irá explicar minuciosamente suas opções de tratamento cirúrgico caso seja o cas
    o.