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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

AS EMOÇÕES E AS DORES NA COLUNA


Coluna vertebral - o eixo das emoções



Emoções negativas podem causar dores nas costas, um mal que incomoda 80% da população e que, além da má postura, também se origina de sentimentos como raiva, medo, insegurança e insatisfação.

Com a diminuição da sobrecarga emocional e a correção da postura, é possível reduzir a dor nas costas. Quando estamos em paz, felizes e equilibrados, a tendência é andar olhando para frente, com a coluna alinhada e o peito aberto. Porém, quando estamos em desequilíbrio ficamos curvados, fechados, aprisionados; os músculos se contraem e é como se algo nos puxasse para baixo. Qualquer desequilíbrio físico ou mental pode resultar em dores nas costas.

A coluna vertebral é composta por 33 vértebras separadas por discos intervertebrais que funcionam como amortecedores. Cada vértebra tem dois orifícios por onde passam nervos que conduzem os impulsos originados do cérebro e se ramificam pelo corpo, comandando todas as funções do organismo. Suas curvaturas normais garantem mobilidade, força e equilíbrio. Fora do prumo, esta estrutura sofre e faz sofrer. Assim, o que fazer para melhorar a dor nas costas?

                                   
As emoções e as dores na coluna
Clínica de Massagem Terapêutica e Quiropraxia em São José - Centro (SC)



Cuidados no dia-a-dia

Ao dormir - Deitar de lado com joelhos dobrados e um travesseiro entre as pernas é a posição mais adequada. A cabeça deve ficar apoiada num travesseiro que mantenha a coluna cervical alinhada com a dorsal. O colchão deve ter a densidade para seu peso e altura.

Ao levantar-se - Vire-se de lado e coloque as pernas para fora da cama, impulsionando o corpo calmamente com as mãos. Não se esqueça de espreguiçar.

Ao sentar-se - Mantenha a coluna sempre alinhada, como se houvesse um livro apoiado sobre a cabeça. A escolha da cadeira adequada é importante. O assento deve ser firme e o encosto levemente inclinado para trás. O uso de um apoio lombar pode ajudar. A altura ideal do assento é a que deixa a pessoa sentada com um ângulo reto nas articulações dos joelhos e tornozelos.

Ao dirigir - Regule o banco acomodando a coluna vertebral próxima da posição vertical. Ajuste o espelho retrovisor de forma que, ao utilizá-lo, a coluna fique ereta. Os pedais não devem ficar muito distantes.

Ao andar ou ficar de pé - Sempre ereto, cabeça erguida olhando para frente. Distribua o peso nas duas pernas. Mantenha o abdome contraído.

Ao pegar objetos - Ao erguer um objeto, flexione os joelhos e tente contrair a musculatura abdominal. Se o objeto for muito pesado, use patamares intermediários ou não se acanhe em pedir ajuda.

No lar - Em qualquer atividade que deva ser executada em pé, como passar roupa, lavar louça ou preparar as refeições, a superfície de trabalho deve estar à altura da cintura, evitando a inclinação do corpo. Use um banquinho para apoiar um dos pés. Para arrumar a parte de baixo do armário, não flexione o tronco e sente-se em um banquinho.

No escritório - Verifique se a posição dos móveis é adequada à sua atividade profissional. Evite andar com a cadeira de rodinhas se torcendo para pegar objetos e segurar o telefone entre o ombro e o pescoço. A altura ideal de uma mesa de trabalho deve ser de aproximadamente 5cm superior à altura do cotovelo.

No computador - O teclado deve estar aproximadamente na mesma altura dos cotovelos. A melhor posição para o monitor é 15º abaixo da linha horizontal, distante dos olhos entre 40cm e 70cm.

Dentro dos padrões mencionados, deve-se experimentar variações para descobrir as posições ideais para extrair o máximo de conforto. O mais importante é sentir-se confortável e relaxado, além de usar os movimentos de forma correta e harmoniosa, evitando, assim, esforços desnecessários.

Atividade física e controle de peso também ajudam, além de uma boa massagem, que proporciona relaxamento muscular, alivia as dores e tensões, reduz o estresse e a ansiedade, favorece o sono e estimula os sistemas nervoso, sanguíneo e linfático. Sem contar que também ajuda a lidar com emoções que interferem na postura.

Algumas vezes ao dia, sente-se confortavelmente num lugar tranqüilo com a coluna ereta e os olhos fechados, e respire fundo e devagar por alguns minutos. Isso diminui a ansiedade e a dor nas costas.

As Emoções e Dores na Coluna



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As emoções e as dores na coluna
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O que ela diz em suas dores?

Quase todos nós conhecemos as dores e os desconfortos da coluna vertebral. O que poucos de nós sabemos são quais os aspectos emocionais se expressam ou se escondem nestes sintomas. Afinal, quais são as prováveis relações emocionais que acometem a coluna vertebral?

A coluna vertebral relaciona-se com a estrutura da personalidade. É por assim dizer o eixo central do ego, que é a parte da personalidade que faz contato com o mundo externo. Problemas de coluna indicam desequilíbrios ou dificuldades na formação da personalidade ou conflitos no relacionamento com as pessoas ou com o mundo que nos cerca.

A coluna trás em suas partes, determinados aspectos prováveis de relação mente e corpo relacionados a cada região. A região cervical relaciona-se à flexibilidade e amplitude de perspectivas. As duas primeiras vértebras relacionam-se mais com as dificuldades que temos na formação dos nossos conceitos e as duas últimas, a ressentimentos, e da mesma forma as primeiras torácicas.

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Na altura da sétima cervical, em muitas pessoas ocorrem materializações relacionadas a ressentimentos, situações emocionais do passado mal resolvidas evidenciando saliências nesta área corpórea. Pessoas inflexíveis e de padrão de comportamento rígido tendem a calcificações na região cervical. A retificação da lordose anatômica cervical relaciona-se ao excesso de exigência sobre si mesmo e perfeccionismo.

A hiperlordose cervical relaciona-se ao medo, sobretudo sustos na infância, tristeza e dificuldade de acreditar na própria felicidade. Algumas exceções acontecem em pessoas que querem ocultar o medo e “levantam o nariz”, como popularmente é referido para descrever a postura de arrogância. A escoliose cervical muitas vezes relaciona-se a uma tristeza do passado que “murcha” a pessoa, “caindo” a cabeça para um dos lados. As patologias da região cervical estão mais relacionadas à inflexibilidade e à tentativa de controlar tudo, ou de racionalizar tudo; no entanto, às vezes elas são consequentes a conflitos que se relacionam a outras áreas, sobretudo da coluna dorsal.

A região dorsal ou torácica relaciona-se à postura diante da vida, especialmente diante do emocional. Problemas na região dorsal indicam dificuldade de posicionamento, sobretudo diante das emoções. As calcificações na dorsal estão relacionadas a tristezas profundas. Os casos de hipercifose ( acentuação da cifose) evidenciam um esconder-se do mundo, um encolher-se diante dos fatos que não sabemos como administrar. Já os casos de retificação (perda da curvatura anatômica) relacionam-se a um excesso de exigência sobre si mesmo.

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A escoliose (curvatura lateral) da região dorsal em muitos casos relaciona-se ao “encurvar-se” diante de fatos que “não sei como”, ou “não posso mudar”, ou “sou forçado a aceitar”. É muito comum acontecer na adolescência, porque o jovem não sabe como se portar. Não é mais criança, nem adulto. Para algumas coisas, os pais e a sociedade o tratam como adulto; para outras, como criança, e isso gera uma confusão muito difícil de esclarecer. As pessoas “retas”, retificadas nesta região, sofrem muito com a necessidade de ostentar o que não são.

Já os hipercifóticos em geral são tristes e assumiram que a vida é triste mesmo, e nada se pode fazer para mudar. As patologias da região dorsal, em geral, relacionam-se à tristeza, por a pessoa não viver as emoções de forma equilibrada, especialmente nos casos de hipercifose. Os casos de retificação relacionam-se mais ao perfeccionismo. Ocorrem em geral nas pessoas que foram muito cobradas e que acabaram se cobrando muito, especialmente a perfeição.

A região lombar está relacionada ao “ter” na vida. Problemas na lombar relacionam-se em geral a perdas, ou medo de perdas, ou de não conquistar, tanto no aspecto material, quanto emocional. A hiperlordose lombar, muitas vezes relaciona-se aos aspectos acima referidos, e em alguns casos relaciona-se à repressão sexual. É uma tentativa de “esconder” o sexo, que acontece, sobretudo nas mulheres. A famosa “bundinha arrebitada” em muitos casos esconde uma repressão sexual e uma necessidade de ser dominada, ou ainda uma supervalorização da estética diante das emoções.

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A retificação lombar também pode ocorrer pelos motivos citados acima, e pelo perfeccionismo. Já a escoliose lombar pode relacionar-se à rejeição intra-uterina, por patologia congênita óssea, o que às vezes também acontece na sétima cervical. Algumas pessoas que sofreram rejeição, especialmente de sexo, apresentam estas patologias congênitas nesta região. As patologias da região lombar geralmente relacionam-se a medos, ou à situação de muita cobrança, interna e externa, relacionadas a questões com conotações emocionais.

A tensão muscular devido a emoções reprimidas muitas vezes causa dores no pescoço, na cabeça e nas costas.

Flutuações de humor
O humor do dia-a-dia pode afetar a incidência de problemas nas costas. Muitas pessoas apercebem-se de que em alguns dias conseguem cavar o jardim ou realizar tarefas caseiras sem irritar as costas, enquanto que noutros dias se queixam ao mínimo esforço.
Considere com que frequência a sua postura reflete a sua disposição. Quando nos sentimos tristes e deprimidos a cabeça tende a ficar baixa e os ombros ficam descaídos. Se nos sentirmos resignados ou derrotistas, provavelmente prostramo-nos mais. Quando nos sentimos zangados ou irritados, descuidamo-nos mais com a forma como usamos as costas quando nos flectimos ou levantamos pesos.

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Passe alguns dias observando como o seu estado de espírito afeta a sua postura e a forma como usa as costas. Repare que quando se sente animado, orgulhoso e feliz as suas costas raramente lhe pregam partidas — no máximo sente uma pontada de vez em quando. Sempre que existe falta de harmonia psicológica, é provável que exista também uma disfunção física. À medida que nos tornamos mais conscientes da forma como o nosso estado emocional afeta a nossa postura, podemos inverter o problema tendo mais cuidado e talvez resolvendo o conflito interior. É demasiado fácil culpar as circunstâncias externas, especialmente quando estamos a reprimir raiva e ressentimento.

Um movimento estranho pode ser simplesmente “a gota de água”, enquanto que a tensão emocional é o fator de predisposição.

Stress: emocional e da coluna
A dor nas costas é a forma de o corpo protestar contra o stress e obrigar a um abrandamento geral. Muitas pessoas estão sob pressão constante durante longos períodos, sem repouso adequado nem férias. Perderam o contato com as necessidades do seu corpo — a necessidade de divertimento físico e de relaxamento e sono. Penso que muitos executivos que adquiriram dores agudas nas costas são sujeitos a stress por objetivos elevados, prazos de entrega, viagens de avião ou simplesmente por tentarem vencer em áreas muito competitivas. Os homens entre os 30 e os 50 anos correm um risco elevado e muitas vezes vivem mentalmente a um ritmo que o seu sistema emocional ou físico não consegue aguentar.

O meu conselho para pessoas nessa situação é tirar uns dias de descanso do trabalho, reorganizar e equilibrar as suas vidas, e reavaliar as suas prioridades. Este período permite-lhes aumentar gradualmente o seu nível de atividade e seguir um exercício específico. 


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