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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Fibromialgia: Síndrome Dolorosa Crônica, não Inflamatória, ataca principalmente as mulheres de 30-55 anos

Fibromialgia: Síndrome Dolorosa Crônica, não Inflamatória, ataca principalmente as mulheres de 30-55 anos
Fibromialgia: Síndrome Dolorosa Crônica, não Inflamatória,
ataca principalmente as mulheres de 30-55 anos

Fibromialgia, essa síndrome está associada a sintomas típicos, tais como,  como fadiga crônica, sono não reparador, alterações de memória e concentração, além de ansiedade e depressão. Outros sintomas podem eventualmente estar presentes:   a síndrome do intestino irritável, a cistite, a dor pélvica crônica, cefaleias, disfunção da articulação temporomandibular e hipotensão postural.

Você pode ser portador de fibromialgia se tiver:

  • Dor no corpo todo;
  • Enxaqueca;
  • Irritabilidade;
  • Sensação de formigamento em braços e pernas;
  • Diagnóstico de “bursite” no corpo todo;
  • Uma sacola de exames e todos normais;
A fibromialgia é uma síndrome dolorosa crônica, não inflamatória, caracterizada pela presença de dor musculoesquelética difusa, ou seja, dor no corpo todo e com múltiplos pontos dolorosos sensíveis à palpação, também chamados tender points. Ela acomete preferencialmente o sexo feminino em 70% a 90% dos casos, com idade media de comprometimento de 30-55 anos. Entretanto pode aparecer em qualquer idade com tendência a aumentar a sua frequência com o envelhecimento. Ela esta presente em 93% da etnia branca.
A FM está provavelmente relacionada com uma sensibilização do sistema nervoso central à dor, com um processamento anormal e amplificação dos estímulos dolorosos (sente a dor com maior intensidade do ela realmente se apresenta).O resultado deste fenômeno pode desencadear dor com determinadas características clínicas:
  1. a descrição da dor sempre parece inapropriada em comparação com o grau de lesão ou a lesão não é nem mesmo encontrado;
  2. o estímulo doloroso resulta numa experiência de dor que é maior ou muito mais desagradável do que seria esperado;
  3. estímulos geralmente não dolorosos passam a ser dolorosos;
  4. o tamanho da área dolorosa é maior do que o esperado, considerando-se o estímulo doloroso inicial.
Com o evoluir da doença os estímulos dolorosos iniciais que desencadearam a mesma, não são mais necessários, e os pacientes passam a apresentar um quadro espontâneo de dor devido a redução do seu limiar doloroso (alodínea), a uma resposta aumentada a estímulos dolorosos (hiperalgesia), um aumento na duração da dor após o estímulo doloroso (dor persistente) e, um aumento da área da dor (expansão de campos receptivos).
Na avaliação clínica dos pacientes o estado geral é bom, apesar de apresentar por vezes aparência de cansaço crônico. A dor é o principal sintoma, de intensidade moderada a severa podendo iniciar-se de forma localizada, em uma determinada região (particularmente nos ombros e pescoço) e a seguir tornar-se generalizada ao longo do tempo. Em outras vezes a dor pode-se iniciar difusamente aumentando a sua intensidade gradativamente. Alem da dor persistente, 90% dos pacientes relatam uma fadiga inexplicável. Uma das características marcantes é a presença de pontos dolorosos (tender points) aleatórios, com localização pré-definida na musculatura e regiões próximas das articulações (Figura 1).
Pontos dolorosos (tender points) de fibromialgia,
Fibromialgia: Síndrome Dolorosa Crônica, não Inflamatória,
ataca principalmente as mulheres de 30-55 anos
Distribuição dos pontos dolorosos Fibromialgia

Classificação para a fibromialgia

Os critérios de classificação para a fibromialgia foram estabelecidos em 1990 pelo Colégio Americano de Reumatologia (ACR), tendo como base o conceito de dor generalizada e a presença dos tender points (Tabela 1).
Tabela 1 – Critérios para a classificação da Fibromialgia – ACR 1990
Pela História: Dor musculoesquelética generalizada
Definição:Nos últimos três meses experiência de dor em quatro quadrantes, dividindo-se o corpo abaixo e acima da cintura, lado direito e esquerdo. A dor deve também envolver uma área axial. Como as áreas da coluna cervical, da coluna torácica, região lombar.
Pelo Exame Físico: Dor induzida pela palpação dos Tender-Points
Definição: A dor deve ser induzida em 11 dos 18 (nove pares) locais de tender-points
  • Suboccipital – na inserção do músculo suboccipital
  • Cervical baixo – atrás do terço inferior do esternocleidomastóideo, no ligamento intertransverso C5-C6
  • Trapézio – ponto médio do bordo superior, numa parte firme do músculo
  • Supraespinhoso – acima da escápula, próximo a borda medial, na origem do músculo SE
  • 2ª junção costocondral – lateral à junção, na origem do músculo grande peitoral
  • Epicôndilo lateral – 2 a 5 cm distal ao epicôndilo lateral
  • Glúteo médio – na parte média do quadrante súpero-externo na porção anterior do músculo glúteo médio
  • Trocanter – posterior à proeminência do grande trocanter
  • Joelho – no coxim gorduroso, pouco acima da linha média

Critérios para a classificação da Fibromialgia

Nos últimos anos tem ocorrido uma mudança na percepção global dos médicos e pesquisadores. Os mesmos chamam a atenção, de que o seu diagnóstico deve ser mais minucioso e ir além de uma simples contagem de pontos dolorosos, o que permitirá a valorização mais detalhada dos sinais e sintomas acima descritos. Desta forma, em 2010 foram propostos novos critérios para a sua classificação, mais simples e aplicáveis em todos os níveis de atenção à saúde, sem a necessidade de realizar a contagem de pontos dolorosos. Outro ponto proposto foi desenvolver uma forma de medir a intensidade dos sintomas e um meio de avaliar a resposta terapêutica, através de escalas de gravidade (Tabela 2).
Tabela 2 – Critérios para a classificação da Fibromialgia – 2010
Quadril (nádega, trocanter) E
Mandíbula E
Quadril (nádega, trocanter) D
Mandíbula D
Coxa E
Tórax
Coxa D
Abdome
Perna E
Perna D
depressãovisão borradanervosismo
tonturafebreDor torácica
insôniadiarreiaúlceras orais
dor no andar superior do abdomeboca secaperda/alteração no paladar
constipaçãopruridoconvulsões
náuseafenômeno de Raynaudolhos secos
aziaurticáriarespiração curta
zumbidozumbidofotossensibilidade
fibromialgia pode coexistir com outras doenças reumáticas, sendo as principais: artrite reumatoide (12% dos casos), lúpus eritematoso sistêmico ( 22%), a síndrome de Sjogren ( 7% )e a osteoartrose (11% dos casos)..
No tratamento do paciente com fibromialgia é importante estar atento para três aspectos que podem interferir na sua evolução: genético, ambiental e estilo de vida. 

Fibromialgia: Síndrome Dolorosa Crônica, não Inflamatória, ataca principalmente as mulheres de 30-55 anos
Fibromialgia: Síndrome Dolorosa Crônica, não Inflamatória,
ataca principalmente as mulheres de 30-55 anos
Desta forma, o esclarecimento do paciente sobre a doença, suas causas, evolução e terapêutica devem fazer parte da abordagem inicial, assim como mudanças comportamentais e medidas educacionais devem ser explicadas e fazer parte do tratamento.
Como em todo caso de dor crônica o tratamento deve ser multidisciplinar e individualizado.
Dentro da abordagem terapêutica deve ser salientada a necessidade de atividade física, sendo que os exercícios mais adequados são os aeróbicos, sem carga, sem grandes impactos para o aparelho osteoarticular, como a dança, natação e hidroginástica, que auxiliam tanto no relaxamento como no fortalecimento muscular, reduzindo a dor e em menor grau melhorando a qualidade do sono. Outras terapêuticas também tem se mostram eficazes como a acupuntura, Biofeed-back e suporte psicológico.
Em relação ao tratamento medicamentoso são empregados antidepressivos tricíclicos, que agem alterando o metabolismo da serotonina e da noradrenalina, e nos receptores da dor, promovendo analgesia e melhorando os distúrbios de sono e as alterações de humor destes pacientes. São também utilizados miorrelaxantes e bloqueadores seletivos de recaptação de serotonina.
Os analgésicos tem papel coadjuvante no controle da dor.





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